"Hoje tive a infeliz idéia de ir cortar meus cabelos."
Essa é a conclusão da história que tenho pra contar no dia de hoje.
Numa bela tarde ensolarada de quinta-feira em Salvador, num dia sem nenhum compromisso, devido ao momento inicial do semestre, o que eu resolvo fazer?
Ir a praia?
Bater um baba?
Correr na orla e tomar um açaí com granola?
Não. Nada disso. Fui cortar o cabelo e tirar uma foto 3x4!
Arrumei meus pertences, inclusive os documentos necessários, e parti rumo a degola capilar.
(Degola capilar? haeuihaeuihauei)
Cheguei no famigerado salão de beleza. Lá, uma atendente permanecia ao telefone marcando horários para uma cliente um tanto quanto indecisa que tomou um bom tempo dela e, o que é pior, meu!
Quando essa ligação chegou ao fim, a criatura olha para mim e diz:
-Are Baba! Não tinha visto você ainda! Bahuan keliê.. Tik, tik.
Diante desse momento esbocei apenas um leve sorriso de canto de boca e disse:
-Quero cortar meu cabelo agora.
-Ok, mas Areta só pode 16:30.
-Não tem ninguem livre?
-Tem. JANE!! Tik! Venha cá! Alguem chama Jane! Are Baba! Chama Jane aíí! Olheee! Prefiro não comentar, viu menina?!
Depois de todo o repertório das expressões televisivas serem expelidas de uma só vez, a famosa Jane surgiu do meu lado e me encaminhou pro local da ação.
Para facilitar a compreensão de como eu queria o corte, levei uma foto no celular e pedi que ela cortasse de forma similar. Ela, então, falou alguma coisa sobre camadas e redução de volume que eu não entendi muito bem, mas concordei assim mesmo.
Num dado momento, todas as clientes resolveram falar ao mesmo tempo. Eu quase pego o telefone pra ligar pra SUCOM. Sério! Era uma coisa absurda o barulho que fazia lá. Era uma mistura de comentários acerca de fotos na revista Caras, plásticas de pessoas conhecidas, não sei quemzinha que ficou grávida, crianças fofinhas e fios de cabelo.
Olhe que eu tô acostumado a barulho. Meu irmão tem uma caixa com 4 bocas de 12 aqui no quarto ao lado e tenho histórico de ensaios, mas nada superou o nível de decibeis alcançados no salão de beleza.
Depois de um tempo e com o chão do salão coberto de cabelos, o sufoco chegou ao fim.
Não reclamo do corte. Realmente Jane é competente e conseguiu atingir o objetivo proposto. Reconheci o trabalho dela com um "Obrigado você! Ficou ótimo!" e um polegar elevado, o famoso Legal.
Segui em direção a saída, despedi-me da atendente versão Caminho das Índias, e, enfim saí deste lugar hostil.
Voltei para o carro e nem liguei o som. Segui para o meu lar, o lugar de afeto e respeito, num silencio regenerador. Ahh!
Cumpri minha missão.
Aquele abraço.
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depois de ler toda essa história por um corte de cabelo, tive que vir aqui comentar de que ficou gatenho com esse visu, nadson ;) uahuHAUhauHAUha aprovado pela japa! um beeeeeijo.
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